Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou a necessidade de o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atualizar suas tecnologias para aprimorar o sistema de concessão automática de benefícios. A análise automatizada, que começou em 2017, cresceu ao longo dos anos e, em 2025, mais da metade dos benefícios foram processados por esse método. No entanto, a auditoria destacou que as melhorias não foram suficientes para reduzir significativamente a fila e o tempo de espera dos segurados.
Desafios na Automação
O relatório do TCU identificou uma equipe reduzida e limitações tecnológicas da Dataprev, empresa responsável pelos sistemas do INSS, como obstáculos ao progresso da automação. Muitos sistemas ainda operam em plataformas desenvolvidas na década de 1990, o que dificulta a integração com tecnologias modernas.
Recomendações e Respostas
O TCU enfatiza a importância de priorizar a concessão automática, recomendando atualizações tecnológicas para otimizar o processo. O INSS, por sua vez, afirmou que tem implementado as recomendações e feito avanços significativos, além de manter reuniões semanais com a Dataprev.
Questões de Indeferimento
Apesar das afirmações do INSS de que não há indeferimentos automáticos indevidos, Joseane Zanardi, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP, aponta que erros no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) podem levar a negativas incorretas de benefícios. As dificuldades de comunicação via Central 135 agravam o problema, e a advogada sugere que a correção de dados esteja disponível na plataforma ‘Meu INSS’.
Zanardi destaca a necessidade de investimentos federais para melhorar a precisão do CNIS, já que erros nesse cadastro podem resultar em leituras equivocadas por parte do INSS.





